segunda-feira, 31 de março de 2014

Passeios públicos são ocupados por veículos irregularmente em Maceió

SMTT diz que fiscalizações são intensificadas nos fins de semana.
SMCCU diz que é inviável notificar todos os estabelecimentos comerciais.


A capital alagoana se desenvolve a cada ano e, como todas as grandes cidades do país, isso ocorre de forma desordenada. O reflexo desse crescimento é sentido principalmente no trânsito, cada vez mais complicado. Uma infração bastante comum é o estacionamento indiscriminado de veículos nas calçadas de Maceió. Virou hábito dos motoristas e os pedestres se acostumaram a ter que ir para o meio da rua para seguir o seu caminho.
Na equina da Av. João Davino a situação se repete em frente a uma farmácia. (Foto: Fabiana de Mutiis/G1)Na equina da Av. João Davino a situação se repete em frente a uma farmácia. 
Os motoristas que agem desta forma culpam, muitas vezes, os estabelecimentos comerciais que rebaixam a guia, pintam faixas demarcando vagas, mas não têm o direito de ter estacionamento porque não deixam espaço suficiente para o pedestre. E aí vem a pergunta: de quem é a culpa?
Um internauta levou uma multa da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Maceió em frente a uma churrascaria na Avenida Álvaro Calheiros, no bairro de Jatiúca. Ele se revoltou e fez um post em grupo fechado no Facebook.
 
Muitos o criticaram, outros o defenderam, teve ainda quem defendesse os comerciantes porque a cidade não tem espaço para que os carros estacionem. A discussão deu o que falar, mas o Código de Trânsito Brasileiro é claro: Estacionar o veículo no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público configura infração grave, passível de multa e de remoção do veículo.

No último domingo (23), os agentes foram na mesma churrascaria onde o internauta foi autuado e aplicou outras multas.
Acompanhava a abordagem na calçada, quando o dono do estabelecimento, o empresário Rudmar Antonio Dalla Costa, foi chamado para retirar o veículo dele da calçada. Ao perceber que a equipe de reportagem estava no local, ele reagiu de maneira inesperada. Saiu com o carro bruscamente e quase atingiu o cinegrafista. Depois ainda agrediu a repórter Catarina Martorelli. A ação foi repudiada pelo Sindicato dos Jornalistas.
 
Procurou o proprietário da churrascaria, mas eles estava viajando. A esposa dele, Roberta Boroni, atendeu à reportagem e afirmou que o ocorrido ''não foi bem como a reportagem da TV Gazeta mostrou''. “Ele não jogou o carro em cima de ninguém, dá para ver na imagem que ele deu ré antes e depois saiu. Se ele jogasse o carro, como estão falando, ele bateria no poste que tem em frente. E a repórter o tirou do sério, porque ele dizia o tempo todo que não queria dar entrevista, nem ser filmado, mas ela insistia com o microfone. Foi quando ele tentou tirar o microfone da mão dela e ela virou o braço, dando a entender que ele tinha torcido. Mas isso não foi mostrado no video”, se defende.

Sobre o estacionamento na frente do estabelecimento, a esposa do proprietário diz que terá que estudar uma maneira junto à prefeitura. “Eu não tenho como recuar o prédio e se não tiver como colocar os carros aqui, teremos que fechar o restaurante, causando desempregos. Maceió não tem espaço para estacionamento e a prefeitura precisa nos ajudar”, questiona Roberta.

Outra farmácia rebaixou a guia e fez demarcações de vagas; na rua há sinaçização da prefeitura para que os carros estacionados. (Foto: Fabiana de Mutiis/G1)Outra farmácia rebaixou a guia e fez demarcações de vagas, enquanto sinalização no asfalto indica local regular para estacionar carros.
Quem fiscaliza as calçadas dos estabelecimentos comerciais é a Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU). O Código de Posturas diz que bares, restaurantes, lojas ou qualquer comércio pode ter estacionamento, mas precisa deixar um espaço mínimo de dois metros de calçada livre. Entretanto, há muitos casos em que a medida é desrespeitada.
 
É só percorrer as ruas onde há uma grande concentração de estabelecimentos comerciais para perceber que a maioria usa o passeio como estacionamento. No bairro do Farol, na Rua Prof. José da Silveira Camerino, outra loja se apropria indevidamente da calçada. O universitário Arthur dos Anjos, que mora na região, reclama do risco de ter que descer para o asfalto por causa dos infratores.

Pedestres são obrigados a ir para a rua por conta dos carroestacionados na calçada. (Foto: Fabiana de Mutiis/G1)Pedestres são obrigados a ir para a rua por conta dos carroestacionados na calçada. 
 "Eu tenho que ir para a rua pra conseguir passar, às vezes eu até atravesso para o outro lado, para não correr tanto risco de ser atropelado. E não é só aqui, isso acontece em vários locais", desabafa o universitário. Não há respeito pelo pedestre, principalmente pelos idosos e deficientes físicos, que têm mais dificuldade para se locomover.

Fiscalização
O diretor de edificações da SMCCU, André Paiva, explica que o estabelecimento não pode rebaixar guia, nem pintar faixas amarelas na calçada porque realmente pode "induzir o motorista ao erro". Ele diz ainda que a loja, farmácia, bar, restaurante ou qualquer comércio pode ser notificado e até fechado por descumprir o código.

Reportagem flagrou SMTT autuando motoristas que insitem em estacionar na calçada de auma agência bancária na Av. Tomas Espindola. (Foto: Fabiana de Mutiis/G1)
Reportagem flagrou SMTT autuando motoristas

estacionados na calçada de uma agência

bancária. 
No entanto, Paiva confessa que seria difícil autuar todos os estabelecimentos que cometem esse tipo de infração. "É uma questão cultural, difícil de mudar. Se a gente for fazer isso, vou ter que fechar quase toda a cidade", diz o diretor de edificações.

"As novas galerias e edificações já fazem em um novo padrão, como o Passeio Stella Maris. O pedestre fica seguro por andar próximo as lojas que fazem um recuo e deixam o espaço para os veículos", diz.

Já o diretor de operações da SMTT, Carlos Calheiro, diz que os agentes intensificam as fiscalizações nos fins de semana, período em que há mais infrações. E que o problema está praticamente enraizado na educação dos motoristas. “Se todo mundo estaciona ali, porque eu não vou estacionar? Esse é o pensamento das pessoas e isso precisa mudar", afirma.

A população pode denunciar os infrantores ligando para a central da SMTT no (82) 3315-3590.

Raizeiros mantêm tradição da medicina popular em Maceió.

Entre os mais variados tipos raízes, plantas, óleos, incensos e lambedores, destinados a um público que busca a cura para uma série problemas de saúde, os tradicionais raizeiros, que mantêm a cultura da medicina popular na capital alagoana, dividem o espaço com os vendedores do mercado da produção, em Maceió, com um conhecimento que é passado por gerações.
Produtos naturais chamam atenção de quem passa pela feira (Foto: Jonathan Lins/G1)Produtos naturais chamam atenção de quem passa pela feira 
Um deles é José Cláudio da Silva, 45, conhecido como “Zé Claudio Raizeiro”. Ele diz que herdou a profissão dos avós e, atualmente, divide o espaço com os cinco irmãos. ”Minha família é toda raizeira, antes de eu nascer meus avós já trabalhavam com isso, passaram para o meus pais e, futuramente, o negócio vai ficar para a minhas filhas”, conta.
Barraca do "Zé Claudio Raizeiro" produtos para diferentes tipos de problemas de saúde. (Foto: Jonathan Lins/G1)Barraca do 'Zé Claudio Raizeiro' expõe produtos para diferentes tipos de problemas de saúde. 
O movimento não para, a barraca do “Zé Cláudio Raizeiro” recebe diariamente clientes em buscam, em sua infinidade de produtos oferecidos, a solução para vários tipos de problemas de saúde.
A lista e grande. Canela, para enxaqueca ou estômago; folha da nogueira, para reumatismo e coluna; sucupira, para artrite, artrose e reumatismo; casca da romã, para gastrite e garganta inflamada; raspa do juá, para caspa, cabelo e tosse.
“Temos de tudo, mas um dos mais procurados é a garrafada 'Levanta quem tá morto', muito boa para o stress, esgotamento físico, mental, e impotência. Faz o ‘veinho’ fica mais fogoso”, conta ao revelar que a garrafada é composta por catuaba, caingueira, ginseng, cipó de quati, semente de guaraná, Dr. Durinho e nó de Cachorro.
Comerciante exibe produto mais procurado na barraca, a garrafada "Levanta quem tá morto". (Foto: Jonathan Lins/G1)Comerciante exibe produto mais procurado na
barraca, a garrafada 'Levanta quem tá morto'.
“Sempre comprei produtos naturais, isso me foi passado de família. E como eu gosto das meninas novinhas, nada melhor que uma boa garrafada para ajudar a reativar a circulação, entende?”, conta animado o comerciário Sebastião Ricardo da Silva, 63, ao levar uma garrafa do produto para casa.



Opinião médica
O médico clínico Hélvio Ferro diz que não nega o princípio ativo dos produtos vendidos pelos raizeiros, mas que é necessário um estudo científico antes da produção desse tipo de medicamento. “Até mesmo uma dor de cabeça pode ser um sintoma para algo maior. É necessário avaliar antes, mesmo que seja algo que faça parte da natureza”, explica.
De acordo com Ferro, o uso desses produtos não é aconselhável. “Principio ativo, quantidade do material, a doença da pessoa que vai consumir o medicamento, que pode ser diferente em cada um, tudo isso necessita ser estudado, algo que não existe na experiência popular”.

sábado, 29 de março de 2014

Para Campos, incluir outros temas na CPI da Petrobras é ideia 'infantil' do PT

Parece confissão de culpa tentar puxar outros assuntos', disse socialista.
Vicentinho (PT) ameaça apurar denúncias ligadas ao PSB e ao PSDB.


Eduardo Campos discursa em evento no Palácio (Foto: Luna Markman/ G1)"Neste momento, o que a sociedade deseja saber é o que
há com a Petrobras", diz Campos
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), classificou como "infantil" a tentativa do PT em propor que a CPI mista da Petrobras também investigue outros assuntos, como as supostas irregularidades nas licitações do metrô de São Paulo.
Nesta quinta (27) o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), disse que proporia  um “adendo” ao requerimento de criação de CPI mista da Petrobras. O petista quer incluir como tema da comissão as denúncias de formação de cartel nas obras de expansão no metrô de São Paulo, definidas por ele como "casos concretos de corrupção no PSDB".
Vicentinho ameaçou ainda propor que a comissão investigue denúncias ligadas ao PSB, partido de Campos. O deputado citou como possível alvo investigações em torno do Porto de Suape, em Pernambuco.
Campos, que é provável candidato do PSB na disputa à presidência da República, afirmou que as investigações não são um "debate eleitoral".
"Não é um debate eleitoral: ‘investiga aquilo, se não investiga aquilo outro’, que se investigue tudo com a maior tranquilidade do mundo. Agora, não vamos para uma atitude infantil de tentar tirar o foco de um debate. Já vi esse mesmo tipo de argumento, em outras épocas, naufragar diante das evidências", disse, em entrevista na sede do governo estadual, nesta sexta (28), no Recife.

O governador disse ainda que a tentativa de "puxar" outros assuntos "parece uma confissão de culpa".
"Parece quase uma confissão de culpa, quando, ao invés de você responder com objetividade e tranquilidade um assunto, tenta puxar outros. Se cabem esclarecimentos sobre outros assuntos, que eles sejam dados, por quem de direito, mas neste momento o que a sociedade deseja saber é o que  há mesmo com a Petrobras", disse.

Na última terça, a oposição decidiu agir pela a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, sobretudo as suspeitas de superfaturamento na compra, pela estatal, da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

PSDB, DEM e PPS coletam, em paralelo, assinaturas para três requerimentos: um de CPI mista (que reúne deputados e senadores), de autoria do líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR); outro de CPI somente no Senado, de autoria do senador Álvaro Dias (PR); e um terceiro, também de autoria do senador do Paraná, para uma CPI mista.

O requerimento para uma comissão somente no Senado foi protocolado nesta quinta na Secretaria-Geral da Casa. Porém, segundo o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), a tendência é reunir esforços, a partir da próxima terça, para aprovar a CPI mista.
Política ambiental
Eduardo Campos conversou com a imprensa durante lançamento de programas de política ambiental, na sede do governo estadual. O governador assinou seis decretos que, somados, protegem 7.614,35 hectares de caatinga e 5.204 hectares de mata atlântica, em Pernambuco, além de acordos e protocolos de cooperação para ações ambientais, como compra de carros e bicicletas elétricas e instalação de prédios verdes.
Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier, que foi candidato pelo PV em oposição a Eduardo Campos, nas eleições de 2010, esses esforços em prol da causa verde atraíram a simpatia da ex-senadora Marina Silva. Ela era do PV e se filou ao PSB em 2013, após tentativa frustrada de criar o novo partido Rede.
“O próprio governador declarou que tinha uma luta focada nas questões dos direitos humanos, democracia, busca de igualdades e deixava a questão ambiental em segundo plano. Depois, ele percebeu que era uma questão fundamental para a qualidade de vida das pessoas e esses resultados deixam Marina mais motivada a participar desse processo”, disse.

Alcoolismo afasta do trabalho cerca de 10 alagoanos por mês, expõe INSS

Nº deixa de fora notificações onde o álcool é gerador de outras doenças.
Por preconceito, dependentes evitam informar problema para as empresas.


                                 Bebida alcoólica é a principal responsável por cirrose em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)

Um hábito aparentemente inofensivo, e que até faz parte da cultura do brasileiro, vem afastando todos os anos milhares de pessoas do mercado de trabalho e preocupando os gestores da saúde pública. O motivo é o crescimento do pedido de auxílio-doença, diante da justificativa de transtornos mentais e comportamentais por uso de substância psicoativa, provocado pelo uso excessivo de álcool. Em Alagoas, cerca de 10 pessoas são afastadas por mês do trabalho por não mais conseguir lidar com as atividades laborais e a bebida.
De acordo com dados do Instituto Nacional Seguridade Social (INSS), nos últimos quatro anos aumentou 19% o número de afastamento de profissionais por motivo de alcoolismo no país. Já em Alagoas, as notificações dos casos vem reduzindo, sendo registrado em 2011, 132 afastamentos - permanentes e provisórios – de profissionais por conta do uso excessivo de álcool. Em 2012, o número reduziu para 125 casos e em 2013 para 118 notificações que envolvem pedidos de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, amparo social de pessoa portadora de deficiência e auxílio-doença por acidente de trabalho.
Os dados foram levantados a partir de avaliação do Código Internacional de Doença (CID). “Este número de afastamento por conta do alcoolismo pode ser bem maior. No entanto, as doenças decorrentes do uso de álcool, a exemplo da cirrose, hepatite e problemas cardiovasculares muitas vezes maquiam os dados justificando o pedido de benefício por outros problemas, deixando o alcoolismo como uma questão secunária”, expõe a sub-chefe da Seção de Saúde do Trabalhador do INSS em Alagoas, Tereza Valéria.

Segundo Tereza, como o alcoolismo é um problema de saúde bastante específico, a perícia médica do INSS avalia cada caso isoladamente para conceder ou negar pedidos de auxílio-doença. “Neste tipo de avaliação diversos fatores são considerados pelos médicos. Entre eles: o grau de alcoolismo do dependente químico, a atividade laboral que ele exerce, a frequência de uso e o potencial de danos para si e para terceiros".

“Isto é importante destacar porque muitas vezes a doença incapacita o trabalhador para algumas funções, ou temporariamente; mas não compromete que ele exerça outros tipos de atividades, ou possa voltar para a mesma função após um certo tempo afastado ou ao final de tratamento médico”, completa.
Dependência x Mercado de trabalho
Após 15 anos de trabalho em uma empresa do setor energético de Alagoas, em 2003 a falta de motivação e paciência para exercer sua função dentro do setor de trabalho, aliada as constantes faltas, resultaram na demissão do leiturista Júnior, que aos 41 anos já não conseguia lidar mais com a bebida e a vida social.
Hoje, integrante do grupo de apoio Alcoólicos Anônimos (AA) ele relata que o processo de decadência social provocado pelo desequilíbrio diante da bebida foi gradual. Dos chopps pós-expediente com os colegas de trabalho até as indisposições recorrentes que o fazia a recorrer a atestados médicos ou a faltas sem justificativas.
Os motivos que mais geram afastamento do trabalho pelo uso do álcool são: síndrome da dependência e abstinência, transtornos mentais e psicóticos.
“Depois de me afastar do vício percebi o quanto ele foi danoso. Sem controle diante do álcool me tornei uma pessoa indesejada no ambiente de trabalho. Descompromissado com tudo era uma pessoa difícil, não tinha concentração, não respeitava mais os colegas e bebia até mesmo no horário de trabalho. Passava dias bebendo, e sem disposição não ia trabalhar. Hora justificava a ausência com atestados, outras vezes nem isso. Neste período ainda tentaram me relocar para outros lugares, mas o problema estava em mim. Sem solução, a saída foi a demissão”, conta Júnior, que aos 51 anos, e livre do álcool 'só por hoje', como costuma falar, trabalha como autônomo.

Vítima da mesma dependência química adquirida ainda na adolescência, o jovem Pedro, 28, que está no AA há dois anos, voltou ao mercado de trabalho após enfrentar uma sequência de demissões motivadas pelo uso descontrolado do álcool.
“Eu não bebia todo dia. Só que quando começava não tinha limites. O exagero era tanto que muitas vezes não conseguia ir trabalhar. Eram tantas faltas que a saída da empresa foi a demissão. Entretanto, mesmo com alcoolismo, assim como muitos outros dependentes, nunca expus o problema com medo do preconceito. Para todos, a questão era irresponsabilidade e falta de compromisso. Assim, só consegui retomar minha vida social quando pedi ajuda a família e cheguei no AA”, relata.
Lei obriga exibição de fotos de acidentes em rótulos de bebidas alcoólicas, em Goiânia, Goiás (Foto: Luísa Gomes/G1)Álcool pode se tornar um problema com sérias
consequências para saúde do trabalhador
Direitos
O trabalhador alcoólatra não pode ser demitido por justa causa, segundo Tribunal Superior do Trabalho (TST). No entanto, o mesmo deve buscar tratamento médico. Para isso, ele pode contar com o auxílio-doença, que  é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS.

Para solicitá-lo por uso abusivo de álcool, o segurado deve ter pelo menos 12 meses de contribuição e comprovar, por meio de perícia médica, que a dependência da droga o incapacita de exercer o trabalho.

Os três motivos que mais geram benefícios em decorrência do afastamento do trabalho pelo uso do álcool são: síndrome da dependência, transtornos mentais comportamentais, síndrome de abstinência e transtornos psicóticos.
Depois desses, aparecem ainda intoxicação aguda, uso nocivo para saúde, síndrome de abstinência com delírios, síndrome de amnésica, perturbação psicótica residual e de início tardio, perturbações mentais e comportamentais.São problemas mais frequentes ligados ao álcool no trabalho: diminuição de rendimento laboral; aumento de faltas ao trabalho e acidentabilidade. Desta forma, os contribuintes do INSS que estão sem condições de desenvolver suas atividades laborais devido ao alcoolismo podem solicitar ao INSS o auxílio-doença.
Em 1967 o conceito de doença do alcoolismo foi incorporado pela OMS a Classificação Internacional das Doenças
Para isso, é necessário consultar um médico e, se constatada a necessidade de afastamento do trabalho, pode requerer o benefício pela internet, através do site ou pelo telefone 135. No ato do requerimento será agendada a perícia médica que fará a avaliação da necessidade ou não do afastamento do trabalho, enquanto o trabalhador passa pelo processo de recuperação. O desempregado que ainda mantém a qualidade de segurado também pode requerer o auxílio-doença.

O alcoolismo foi reconhecido como doença, com implicações na vida social e profissional, no ano de 1952, pela Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorderscom (DSM-I). No entanto, no ano de 1967, o conceito de doença do alcoolismo foi incorporado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) à Classificação Internacional das Doenças.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Hino de Alagoas!


Alagoas, estrela radiosa
Que refulge ao sorrir das manhãs
Da República és filha donosa
Maga estrela entre as estrelas irmãs

Alma pulcra de nossos avós
Como benção de amor e de paz
Hoje paira a fulgir sobre nós
E maiores, mais forte nos faz

Tu liberdade formosa
Gloriosa hosana entoas
- Salve, ó terra vitoriosa
- Gloria à terra de Alagoas

Tu liberdade formosa
Gloriosa hosana entoas
- Salve, ó terra vitoriosa
- Gloria à terra de Alagoas

Salve ó terra que entrando no tempo
Calma e ovante da industria te vaz
Dando as tuas irmãs este exemplo
De trabalho e progresso na paz

Sus, os hinos de gloria já troam.
A teus pés os rosais vêm florir
Os clarins e as fanfarras ressoam
Te levando em triunfo ao porvir

Tu liberdade formosa
Ao trabalho, hosana entoas
- Salve, ó terra futurosa!
- Gloria à terra de Alagoas

Tu liberdade formosa
Ao trabalho, hosana entoas
- Salve, ó terra futurosa!
- Gloria à terra de Alagoas

Festa do aniversário de Maceió terá recursos do Ministério do Turismo.

Maceió completa 199 anos em dezembro deste ano (Crédito: Divulgação / Jamson Amaral)
Maceió completa 199 anos em dezembro deste ano 
A festa pelos 199 anos de Maceió – que serão comemorados em dezembro de 2014 – contará com recursos do Ministério do Turismo (MTur). O município foi uma das duas únicas cidades nordestinas contempladas no edital de chamamento do Ministério e receberá R$ 200 mil para contratação de estrutura para os festejos pelo aniversário da cidade.
A lista dos projetos classificados foi publicada esta semana pelo MTur. Entre os municípios nordestinos, além de Maceió, Aracaju (SE) também compõe a lista dos contemplados. Em todo o Brasil, 13 projetos foram selecionados e receberão investimentos de R$ 3 milhões.
O secretário Nacional de Políticas de Turismo, Vinicius Lummertz, explica que o objetivo do edital é apoiar a realização de eventos que efetivamente contribuam para a movimentação de fluxos turísticos regionais, nacionais e internacionais no Brasil.
De olho no bicentenário
O presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Vinicius Palmeira, esteve reunido na tarde desta quinta-feira (27) com o ministro do Turismo, Vinicius Nobre Lages, em Brasília. Cumprindo agenda de reuniões na capital federal, o gestor da Cultura de Maceió fez questão de agradecer pessoalmente ao ministro e xará Vinicius Lages, pela oportunidade de ter um projeto tão importante para a cidade contando com a parceria do MTur.
“O Aniversário de Maceió é sem dúvidas um momento de grande importância para os maceioenses e já deu provas de seu potencial turístico”, destaca Vinicius Palmeira. Ele explica ainda que esse potencial turístico foi ressaltado localmente pelas secretárias titulares da pasta do Turismo no Estado, Danielle Novis, e no Município, Cláudia Pessôa.
O presidente da FMAC aproveitou a oportunidade para expor ao ministro outras ações com forte apelo turístico desenvolvidas pela Prefeitura de Maceió, como o Réveillon e o Festival Maceió Verão.“Nosso Maceió Verão foi um sucesso e queremos a parceria do Ministério do Turismo para a edição que marcará o ano do bicentenário da cidade”, explica.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Rio São Francisco - Alagoas - 50 fotos para você!


Antiga hidrelétrica Angiquinho - Delmiro Gouveia/Alagoas

Antiga hidrelétrica Angiquinho - Delmiro Gouveia/Alagoas

Ponte D. Pedro II - Cânion  do São Francisco - Delmiro Gouveia, divisa AL/BA

 Ponte D. Pedro II - Cânion  do São Francisco - Delmiro Gouveia, divisa AL/BA


Teleférico no Cânion  do São Francisco - Delmiro Gouveia, divisa AL/BA

Mirante do Talhado - Alagoas

Cânion  do São Francisco - Delmiro Gouveia, divisa AL/BA

Delmiro Gouveia - Alagoas

 Mirante do Talhado - Alagoas

 Mirante do Talhado - Alagoas

Dunas de Piaçabuçu - Alagoas

Gruta do Talhado - Alagoas


Gruta do Talhado - Alagoas 


Gruta do Talhado - Alagoas


Gruta do Talhado - Alagoas



Piranhas - Alagoas



Dunas de Piaçabuçu - Alagoas


Dunas de Piaçabuçu - Alagoas

Subindo o Rio São Francisco - SE/AL

Rio São Francisco - Alagoas

 Penedo - Alagoas

 Divisa AL/BA

 Piranhas - Alagoas

 Divisa AL/BA

Divisa AL/BA

Foz do São Francisco - Litoral Sul de Alagoas


Foz do São Francisco - Litoral Sul de Alagoas


Foz do São Francisco - Litoral Sul de Alagoas

Foz do São Francisco -AL

Talhado - Alagoas


 Talhado - Alagoas

Talhado - Alagoas


  Foz do São Francisco -AL


  Foz do São Francisco -AL


Talhado - AL


 Foz do São Francisco -AL

 Cânion - AL/BA

 Gruta do Morcego / Delmiro Gouveia - AL e bondinho da Chesf ligando BA/AL

Angiquinho


Angiquinho - Delmiro Gouveia              

 Xingó - AL/SE


Penedo - AL

Penedo - AL

 Penedo - AL

 Penedo - AL

Piranhas - AL

Subindo o Rio São Francisco - SE/AL


Foz do São Francisco -AL